Modelos de distribuição: tudo o que você precisa saber!

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Dentro da nossa sociedade, o consumo é peça-chave na engrenagem que torna possível o cenário em que vivemos hoje. Porém, para abastecer esse consumo, é preciso contar com um importante fator nesse processo: os canais de distribuição. A partir deles, é possível tornar um produto ou serviço disponível para o consumidor final.

Afinal, a logística precisou ser alterada nos últimos anos com a necessidade, por exemplo, do abastecimento das grandes cidades cada vez mais exigente. Além disso, com o fortalecimento das relações virtuais, permitindo o contato entre empresas e consumidores em todo o mundo, esses canais se tornaram ainda mais fundamentais para atenderem as demandas da população.

Para a indústria, porém, esse assunto pode ser um pouco mais complexo, exigindo muito estudo e análise para identificar quais são os melhores modelos de distribuição para cada negócio. As opções são variadas e é possível encontrar o método que melhor se encaixa ao tipo de produto oferecido ou mesmo o perfil do cliente final.

Para garantir que você compreenda todo o cenário relacionado aos modelos de distribuição, preparamos este guia sobre o tema. Vamos abordar alguns pontos importantes, confira abaixo quais são eles.

  • O que são modelos de distribuição?
  • Quais são os principais modelos de distribuição?
  • Qual a importância de escolher o modelo de distribuição ideal?
  • É possível utilizar mais de um modelo de distribuição?
  • Como mensurar os resultados de cada canal de distribuição?
  • Quais as ferramentas essenciais para um bom trabalho?

E aí, se interessou pelo assunto? Agora, é só continuar a leitura para ficar por dentro. Confira!

O que são modelos de distribuição?

Modelos de distribuição são os mecanismos utilizados para intermediar o contato entre a indústria, fábrica ou empresa e o consumidor final.

Além disso, os bens consumidos pela sociedade são produzidos em diferentes pontos do globo, não necessariamente no local em que são consumidos. Em determinadas regiões, por exemplo, o cultivo de um fruto ou cereal é mais fácil do que em outras e, assim, a logística – com seus diferentes métodos de distribuição – permite que mais pessoas tenham acesso ao que é produzido. Ela também é a responsável pelo encurtamento dessas distâncias,.

Assim, se torna necessária a presença desses intermediários, que passam a oferecer como principal benefício a redução do número total de transações para atender aos pedidos realizado. Com menos transações, menos negociações são necessárias e, assim, se torna mais simples a criação de uma rotina e um sistema de trabalho mais dinâmico e com menores valores envolvidos.

Além disso, teóricos apontam que os processos se tornam mais eficientes e produtivos quando alguns indivíduos se especializam em determinada atividade. Assim, quem tem a ganhar é o cliente final, que pode contar com um serviço de melhor qualidade, além, é claro, da redução dos custos do processo.

Sendo assim, a partir desses canais, é possível armazenar diferentes produtos, permitindo que o varejo amplie as suas possibilidades de lucro com uma maior oferta e diversidade de itens. Podemos usar como exemplo que uma loja no Rio de Janeiro possa ter clientes fidelizados em outros estados, aumentando o potencial de crescimento de diversos negócios.

Fica evidente, então, que a função dos métodos de distribuição é intermediar as transações entre os fabricantes e os consumidores finais. Nesse processo, outros inúmeros benefícios também são identificados, como a redução dos gastos envolvidos para a distribuição e uma melhor qualidade do serviço oferecido.

Quais são os principais modelos de distribuição?

No passado, apenas um método era utilizado: o da venda direta. Ele se baseava no produto saindo direto do fabricante para o consumidor final. Porém, com o tempo e as mudanças em nossa sociedade, essa estratégia foi mudando, com a possibilidade de ampliar o alcance do que foi produzido.

Agora, com as atuais exigências de um mercado cada vez mais global, a logística exige, além de um sistema eficiente e produtivo, diferentes modelos de distribuição para atender aos variados tipos de demanda existentes. Afinal, é preciso buscar formas de aperfeiçoar o serviço oferecido, seja para atender à necessidade, por exemplo, de maior agilidade ou um aumento da carga transportada.

Por isso, listamos abaixo os principais modelos de distribuição utilizados no mercado. A ideia é que, assim, você consiga entender melhor qual dos métodos é o mais indicado para você utilizar dentro da sua organização. Confira!

Direto

Esse talvez seja o mais tradicional dos modelos de distribuição utilizados. Nesse caso, a empresa que produz determinado item é responsável também pela entrega ao consumidor final.

Assim, o fabricante precisa contar com nenhum intermediário nesse caminho, porém, pode precisar lidar com altos custos de transporte e as responsabilidades de garantir que o produto vai, de fato, chegar ao destino final no prazo adequado.

Geralmente, relações comerciais que não exigem o transporte para localidades muito distantes acabam optando por esse método. E-commerces que produzem os próprios itens costumam utilizar esse modelo por conta do volume de vendas, que, em alguns casos, não é muito alto e, por isso, não é necessário adicionar custos fixos ao orçamento mensal do pequeno negócio.

Distribuidores de área

Já a utilização de distribuidores de área, também conhecidos por DA’s, é mais utilizada quando o local para o produto ser entregue é mais distante do ponto de fabricação ou os custos mais elevados para garantir o prazo das entregas nessas localidades. Assim, a contratação de distribuidores parceiros terceirizados para cuidar exclusivamente das atividades de vendas e entregas da empresa se torna necessária.

Com regras e responsabilidades definidas no momento da escolha, os custos para o fabricante acabam sendo reduzidos, enquanto a distribuição é aprimorada. É importante destacar também que, não só a distância é um empecilho para atender a demanda do pequeno varejo, mas também a sua abrangência. Assim, se torna necessário contar com parceiros regionais para tornar o processo de logística menos complexo.

Terceirização da logística

Quando a distribuição e vendas dos produtos começa a ser uma atividade muito onerosa para o fabricante, talvez seja o momento de utilizar a terceirização da logística para atender uma alta demanda e oferecer as melhores condições para que o consumidor final receba o produto no prazo.

Assim, os gestores podem se concentrar exclusivamente em ações e estratégias que sejam voltadas para outros setores mais importantes para o funcionamento da organização como um todo.

Terceirização parcial

Para empresas que precisam lidar com a sazonalidade das vendas, esse modelo talvez seja o mais apropriado. A ideia desse método de distribuição é mesclar a atuação própria com a terceirização da logística em alguns períodos do ano em que a demanda de vendas e entregas seja maior.

Dessa maneira, o fabricante não precisa investir na ampliação de uma frota de veículos que, em algum momento do ano, vai se tornar dispensável. Uma redução de custos que permite a contratação de uma outra empresa como parceira para auxiliar nos momentos de maior demanda.

Qual a importância de escolher o modelo de distribuição ideal?

Uma pergunta muito comum no setor de logística é: “qual o modelo ideal para a minha fábrica?”. A resposta, porém, não é exata e é preciso de uma análise profunda do negócio como um todo para chegar na solução ideal. Afinal, cada organização tem suas particularidades e são elas que precisam ser identificadas e estudadas para chegar à uma conclusão satisfatória.

Por isso, é preciso entender melhor como é o seu mercado de atuação, além de uma análise estratégia de seus concorrentes, um perfil bem definido dos consumidores, os objetivos e metas para os próximos meses, recursos disponíveis, riscos da operação de logística e, é claro, a disponibilidade de recursos para o setor.

Dessa forma, você vai garantir uma escolha entre os modelos de distribuição que vai se aproximar do perfil da sua empresa. Permitindo, assim, que os objetivos traçados sejam alcançados com maior facilidade. Como mostramos acima, os diferentes métodos se encaixam em diferentes situações e tipos de operação.

Portanto, não é porque as vendas diretas funcionam para um determinado negócio que, necessariamente, vão funcionar para outro. Empresas com produtos de alto giro, como companhias farmacêuticas, por exemplo, exigem uma distribuição de alta escala, para suportar a demanda do setor. Já para uma empresa com menor rotatividade dos produtos, esse método não seria necessário.

Muitas vezes, uma escolha precipitada pode significar prejuízos imensos para o fabricante, não apenas financeiros, mas também relacionadas a reputação da empresa, afinal, o consumidor final vai cobrar a qualidade do serviço – mesmo que seja terceirizado – de quem ele comprou, não se importando com qual o método utilizado.

Algumas pesquisas apontam que, de acordo com a metodologia utilizada pelo fabricante e o canal de distribuição escolhido, os custos de entrega do produto reduzem. Além disso, você garante a satisfação dos seus consumidores, que vão contar com um serviço de melhor qualidade, que vai do cumprimento dos prazos até a segurança e preservação dos produtos.

Portanto, fica evidente que os modelos de distribuição têm grande impacto nas estratégias de qualquer empresa, das organizações maiores até as menores. Assim, a escolha dos canais utilizados para distribuir as mercadorias se torna parte importante do planejamento da organização.

Afinal, todos os setores de uma empresa precisam estar conectados e funcionando em harmonia, caso contrário, a tendência é de dificuldades na operação do seu negócio.

É possível utilizar mais de um modelo de distribuição?

Em um dos modelos de distribuição listados acima, a Terceirização Parcial, fica evidente como as peculiaridades de cada empresa permitem os mais variados tipos de métodos utilizados para distribuir os produtos. Nesse caso, é realizado um modelo híbrido, que conta com uma frota própria e, eventualmente, a contratação de parceiros terceirizados para complementar o trabalho.

Além disso, cada empresa tem o seu perfil e os seus objetivos e, assim, deve encontrar as formas de distribuição que oferecem o melhor custo-benefício. Portanto, é possível aplicar mais de um modelo de distribuição dentro da sua empresa, desde que ele se prove benéfico para a qualidade do serviço prestado e, é claro, para as finanças da empresa.

Uma situação muito comum para contar com um modelo híbrido está relacionada as empresas que precisam lidar com a sazonalidade do mercado. Por que, então, contar com uma frota imensa de veículos que não são utilizados durante longos períodos do ano e acabam se tornando um passivo para a sua empresa?

Assim, é melhor contar com uma frota própria que suporte a demanda dos períodos de baixa e, nos meses em que a demanda de pedidos, vendas e entregas aumentar, o fabricante conta com o auxílio de uma empresa terceirizada. Dessa forma, você evita um aumento nos custos fixos – e desnecessários – da sua organização.

Outro cenário muito comum para a utilização de dois métodos de distribuição diferentes ocorre quando uma empresa realiza a maioria das suas vendas para localidades próximas do ponto de fabricação. Porém, algumas entregas precisam ser feitas em cidades ou estados distantes e, assim, se torna necessária a contratação de uma distribuidora para suprir essa demanda.

Entretanto, ao adotar esse modelo híbrido para a sua empresa, é preciso ficar ainda mais atento ao controle das operações realizadas. Afinal, vai ser preciso, em alguns momentos do ano, administrar simultaneamente os dois canais de distribuição. Ou seja, além de um bom gerenciamento dos processos internos, é preciso manter uma boa relação com parceiros e garantir que os consumidores finais vão ter a mesma qualidade no serviço prestado.

Como mensurar os resultados de cada canal de distribuição?

A tecnologia permite um maior e melhor controle das atividades realizadas dentro de uma empresa. Por meio da definição e monitoramento de alguns KPIs (Key Performance Indicators), é possível identificar quais métodos de distribuição estão funcionando melhor e quais precisam ser otimizados.

Portanto, o acompanhamento constante desses indicadores é fundamental para o sucesso da sua empresa. Afinal, é assim que se torna possível traçar um planejamento estratégico para aplicar melhorias em um processo ou até mesmo para comprovar que a melhor opção é mudar o canal de distribuição utilizado.

Abaixo, listamos alguns dos KPIs fundamentais para que você consiga mensurar e analisar a eficiência e a produtividade de cada um desses canais. Confira!

Índice de ocorrências

No processo de transporte e logística de mercadorias, especialmente no Brasil, é preciso sempre estar atento aos eventos não planejados ou calculados durante a montagem da rota. Com esse indicador sendo acompanhado de perto, é possível identificar os locais que mais ocorrem acidentes ou roubos de carga, por exemplo.

Assim, você evita que mais ocorrências extraordinárias ocorram nesse processo e pode investir em ações de prevenção. Afinal, qualquer tipo de atividade inesperada gera um aumento nos custos, no tempo de entrega e, consequentemente, na produtividade de toda a operação.

Tempo de atraso nas entregas

O atraso na entrega prejudica qualquer empresa em inúmeras frentes: de custos mais elevados do processo de distribuição até a insatisfação do consumidor final. Por isso, é muito importante acompanhar esse indicador de perto, garantindo que as devidas ações sejam tomadas para reduzir esse valor.

Muitas vezes, é difícil mensurar a eficiência de uma empresa terceirizada. Porém, com essa métrica, é possível descobrir esse valor e, quando for identificado um atraso constante nas operações, você pode buscar um outro parceiro ou então escolher outra opção entre os diferentes métodos de distribuição.

Tempo do ciclo do pedido

Avaliar constantemente quanto tempo demora, em média, o ciclo que vai da saída da fábrica até o consumidor final também é fundamental. Calculando todo esse processo, é mais simples identificar se o método utilizado está sendo útil ou não para a sua organização.

Esse indicador também pode ser usado para comparar dois métodos de distribuição utilizados ou um canal escolhido anteriormente. Com essa comparação, a tomada de decisão se torna mais fácil, com números reais sobre a eficiência e produtividade de cada uma das opções. Além disso, é possível encontrar eventuais gargalos na operação e executar as ações necessárias para solucioná-los.

Cálculo da conta frete

Quando se utiliza uma empresa terceirizada para cuidar da distribuição dos produtos, é preciso ficar atento aos custos envolvidos nessa operação, certo? Por isso, o cálculo da conta frete se torna essencial para poder identificar os gastos com cada atividade e uma previsão de custos futuros.

Ao desconsiderar os custos operacionais, basta somar todo o frete devido à empresa terceirizada para chegar nesse valor. Com ele em mãos, é possível traçar soluções para a redução dos custos, ao otimizar as rotas ou mesmo evitar envios com menos produtos que acabam se tornando prejudiciais para o seu negócio.

Qualidade do serviço de entrega

Essa métrica serve para apontar um cenário mais amplo do desempenho da sua estratégia de distribuição. Esse indicador pode ser utilizado para medir a taxa de cumprimento dos prazos estabelecidos e número de ocorrências, chegando à um valor que oferece uma ideia da qualidade do serviço de entrega.

A partir dessa informação, se torna possível a identificação das principais falhas nos processos e que acabam gerando esses erros na operação. Com o monitoramento constante desse dado, você pode avaliar se determinado método está gerando resultados positivos ou negativos para a sua empresa.

Como fazer uma boa gestão dos canais de distribuição?

Em qualquer setor de uma empresa, a gestão eficiente é fundamental para garantir o sucesso das estratégias adotadas e dos objetivos traçados. Quando falamos em canais de distribuição, a situação não é diferente. Afinal, fábricas e indústrias têm uma alta dependência do setor de logística para que o produto chegue ao cliente final.

As novas tecnologias, a concorrência mais acirrada e até mesmo a pressão interna para a redução de custos e aumento dos lucros são fatores que acabam forçando as empresas a investirem em estratégias de gestão dos canais de distribuição.

Hoje, os consumidores exigem mais informações, querem acompanhar passo a passo do processo de entrega. E isso é responsabilidade da empresa. Por isso, a gestão se torna fundamental para o armazenamento, processamento e monitoramento desses dados e informações que são gerados no processo.

Ou seja, é essencial planejar todos os passos que vão ser seguidos pela área para garantir o sucesso da sua distribuição. O primeiro passo é realizar um planejamento abrangente de toda a logística, sempre lembrando que o principal objetivo é garantir a satisfação do consumidor e a redução de prejuízos.

A gestão desses canais, portanto, não se limita apenas ao transporte dos produtos, é preciso cuidar de todas as informações e processos que compõem as operações de logística. Lembrando que é preciso se atentar para a gestão de equipes remotas. A escolha dos métodos de distribuição, portanto, se torna peça fundamental nessa engrenagem.

Como mostramos, hoje é possível identificar de maneira mais fácil a produtividade de cada um dos canais de distribuição. Ao utilizar os KPIs para basear as suas escolhas, a tendência é que as decisões se tornem mais acertadas e erros cometidos no passado não se repitam. Por isso, acompanhar e monitorar esses indicadores é uma excelente prática de gestão.

Além disso, também é muito importante ficar atento às mudanças que ocorrem cada vez mais rápidas dentro do setor. Dessa forma, você vai garantir sempre estar atento aos novos métodos e soluções disponíveis para conseguir realizar uma gestão mais eficiente.

Quais as ferramentas essenciais para um bom trabalho?

Para realizar um trabalho eficiente de gestão, é preciso utilizar os recursos disponíveis no mercado para destacar a sua empresa em meio a tanta concorrência. Buscar um software para desktop que torne mais fácil a gestão da equipe de logística pode ser o diferencial para o sucesso do seu negócio.

Os softwares, hoje, permitem o maior controle de trabalhos mais burocráticos, como a emissão de notas e arquivos fiscais, por exemplo, mas também acompanhar os resultados e indicadores em tempo real. Assim, o armazenamento dessas informações se torna mais otimizado e, consequentemente, a produtividade aumenta, gerando menores gastos e melhores resultados.

Além das soluções e softwares muito utilizados, campanhas de incentivo de vendas, por exemplo, também são ótimas alternativas para otimizar o desempenho dos canais de distribuição da sua empresa.

Com esse panorama completo sobre modelos de distribuição, acabaram as desculpas para não tornar a logística um dos melhores setores dentro da sua empresa, certo? Além dos diferentes tipos de modelos, abordamos a importância de uma escolha acertada e as técnicas e ferramentas de gestão para garantir um serviço cada vez mais eficiente.

Agora que você já entendeu o que são os modelos de distribuição e a importância desses canais para o sucesso da sua empresa, que tal entrar em contato conosco e conhecer o nosso portfólio?

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